VILHENA - As fortes chuvas registradas nos últimos dias em Vilhena provocaram o avanço de uma cratera existente há vários anos no perímetro urbano da BR-364, fazendo com que a erosão chegue a cerca de 1,5 metro da pista. A situação aumenta o risco para a rodovia que é a espinha dorsal rodoviária que liga Rondônia, Acre e Amazonas ao restante do Brasil.
O trecho afetado está localizado na saída de Vilhena em direção a Porto Velho, próximo a áreas particulares e não faz parte do contrato com a Nova 364. O problema vem sendo acompanhado há anos por moradores, motoristas e veículos de comunicação locais, devido ao crescimento progressivo da erosão e à proximidade com a rodovia.
A BR-364 é a principal via terrestre de ligação de Rondônia e de outros estados da Região Norte com o
Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Sul do Brasil e é fundamental para o transporte de mercadorias, alimentos, combustíveis e insumos. Qualquer comprometimento da pista pode afetar diretamente o tráfego e a logística regional.
André Santos, que explicou que o processo de licitação para a obra de contenção e recuperação da área foi concluído. A intervenção está orçada em aproximadamente R$ 50 milhões, e a empresa vencedora já assinou o contrato e as obras devem iniciar a partir dos primeiros dias de fevereiro.
O avanço recente da cratera foi registrado após o aumento do volume de chuvas, que intensificou o processo de erosão do solo. Enquanto as obras não são iniciadas, o local segue sendo monitorado, e motoristas que trafegam pela rodovia devem redobrar a atenção ao passar pelo trecho.
O DNIT destaca que a obra tem como objetivo garantir a segurança de quem transita pela rodovia e de evitar danos estruturais à BR-364.
A reportagem sobre essa ameaça de erosão na BR-364
traz à tona uma informação que muita gente não conhece e denota o zelo com que o Ministério do
Transporte tratou a única rodovia que liga o Norte ao restante do Brasil: o contrato de concessão em que já está cobrando pedágio vai só de Porto Velho até o trevo de acesso as cidades de Colorado do Oeste, Cerejeiras, Pimenteiras, Cabixi e Corumbiara, cerca de 10 quilômetros da área urbana de Vilhena.
Com isso, sobrou um trecho de 27 quilômetros - do trevo de Colorado até a divisa com o Mato Grosso - que continua sob responsabilidade do DNIT, segundo informa o superintendente André Santos.
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